Um ano após jatinho explodir em praia de Ubatuba, causas do acidente ainda são investigadas
09/01/2026
(Foto: Reprodução) Avião de pequeno porte sofre acidente, em Ubatuba, no Litoral Norte de SP
João Mota/TV Vanguarda
O acidente aéreo que deixou uma pessoa morta e quatro feridos, em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo, completa um ano nesta sexta-feira (9) e as investigações ainda seguem.
O acidente envolveu um jatinho modelo Cessna Citation 525, que levava quatro passageiros, além do piloto. O avião não conseguiu parar na pista do aeroporto local, atravessou a avenida da orla e explodiu na areia da Praia do Cruzeiro, na região central da cidade.
O acidente resultou na morte do piloto Paulo Seghetto, de 55 anos, que chegou a ser retirado das ferragens com vida, mas não resistiu a uma parada cardiorrespiratória.
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A bordo da aeronave, que vinha de Mineiros (GO), estava a família Fries, ligada ao agronegócio goiano: a empresária Mireylle Fries, o marido Bruno Almeida Souza e os dois filhos do casal, de 4 e 6 anos. Todos os ocupantes foram resgatados dos destroços e, após os primeiros socorros na região, foram transferidos para o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
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Reprodução/TV Globo
A tragédia também deixou marcas em quem estava fora do avião, atingindo pedestres que aproveitavam a orla. Uma professora de Belo Horizonte (MG) foi socorrida com fraturas após ser atingida pelas chamas da explosão.
Testemunhas descreveram cenas de pânico, como o relato do professor Eduardo Gava, que quase teve o carro atingido pela aeronave, e da motorista Márcia Reis, que precisou subir na calçada para fugir do fogo.
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As investigações técnicas, conduzidas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), confirmaram preliminarmente que houve uma "excursão de pista", termo usado quando o avião excede os limites longitudinal da pista durante o pouso.
Dados indicam que a pista de Ubatuba possui 940 metros, enquanto o modelo Cessna 525 precisaria de 789 metros em condições ideais. No entanto, no momento do desastre, as condições climáticas eram ruins e a pista estava molhada, fatores que dificultaram a frenagem.
Segundo o site do Cenipa, os trabalhos relativos às investigações do acidente ainda estão em andamento.
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José Eymard/TV Vanguarda
"A conclusão desta investigação terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade da ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os possíveis fatores contribuintes, aponta o site.
Além das causas técnicas, as autoridades verificam a regularidade do aeroporto e da aeronave, que tinha situação de aeronavegabilidade normal, mas não possuía autorização para táxi aéreo, sendo permitida apenas para uso particular.
Até o momento, não há um prazo estabelecido para a divulgação do relatório final que apontará as responsabilidades definitivas pelo ocorrido.
O g1 também acionou o Ministério Público de São Paulo, que informou que a investigação segue em andamento.
"O MPSP informa que o Inquérito Policial segue em andamento, tendo sido solicitadas informações à PF, Anac e Cenipa, até o momento só houve resposta da Cenipa, estando ainda dentro do prazo estipulado", disse a promotoria.
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