Servidor do TJ é alvo de operação por suspeita de vazar informações privilegiadas ao ex-prefeito de São Sebastião
16/01/2026
(Foto: Reprodução) Fórum de São Sebastião, no Litoral Norte.
Andressa Lorezentti/Rede Vanguarda
O escrivão judiciário Marcos Miranda dos Santosm de 60 anos, é investigado por suspeita de vazar informações privilegiadas ao ex-prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto (PSDB). O ex-prefeito nega as acusações - leia mais abaixo.
Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo informou que a ordem judicial foi executada inicialmente na residência do investigado, que permitiu voluntariamente o acesso aos policiais.
"Na sequência, as equipes se deslocaram até o local de trabalho do suspeito, onde foi realizada busca em sua mesa funcional. Durante a ação, foram apreendidos celulares, um notebook, pendrives, HDs e SSDs externos, cartões de memória, CDs, um computador pertencente ao patrimônio público e grande quantidade de documentos", disse.
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A investigação
A operação faz parte de uma investigação iniciada em outubro de 2024, após uma denúncia anônima. A suspeita é de que o escrivão Marcos Miranda dos Santos, conhecido como “Pirata”, tenha usado o cargo no Judiciário para repassar informações de processos ao ex-prefeito, que comandou o município entre 2017 e 2024.
Ao longo das investigações, Marcos e outros servidores do fórum foram ouvidos, e o escrivão negou as acusações à Polícia Civil. A operação desta sexta-feira ocorreu após a Justiça autorizar um pedido do Ministério Público Estadual para aprofundar a coleta de provas.
A decisão permite o acesso completo ao histórico dos celulares do investigado, incluindo conversas, áudios e arquivos apagados, além da quebra do sigilo telefônico. A ocorrência foi registrada como cumprimento de mandado de busca e apreensão no 1º Distrito Policial de São Sebastião.
O que dizem os envolvidos?
Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo disse que "foi realizada busca e apreensão pela Polícia Civil, autorizada pela Vara Criminal de São Sebastião, no âmbito de investigação que tramita sob sigilo".
O ex-prefeito Felipe Augusto informou, em nota oficial, que "disse desconhecer qualquer tipo de informação que pudesse ter auxiliado em demandas judiciais.". Ele afirmou ainda que a acusação é "uma novidade de algo jamais ocorreu" e que entende que " a Justiça vai trazer a verdade à tona, pois a acusação é infundada".
O advogado do servidor investigado afirmou que ainda não teve acesso ao processo e, por isso, não se manifestou. O Ministério Público de São Paulo não retornou ao pedido do g1 de posicionamento até a última atualização desta reportagem.
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