Médico cardiologista é preso por suspeita de importunação sexual contra paciente em Ubatuba
Médico é preso por suspeita de importunação sexual, em Ubatuba
Um médico cardiologista de 58 anos foi preso na manhã desta quinta-feira (12) em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo, suspeito de importunação sexual contra uma paciente.
O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça de Ubatuba e tem relação com uma investigação por importunação sexual. Segundo a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Ubatuba, responsável pelo caso, as investigações começaram após o registro de uma ocorrência feito pela paciente.
No processo, a paciente relatou ter sido apalpada na região peitoral, por debaixo da blusa. E o médico, identificado como Adilson Naldi Dias, também teria encostado e esfregado o pênis nela. Segundo a Polícia Civil, a investigação aponta que o caso não seria isolado.
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De acordo com o boletim de ocorrência, a prisão aconteceu por volta das 9h desta quinta em um condomínio residencial no bairro Mato Dentro. O médico foi localizado no imóvel e, segundo a polícia, não ofereceu resistência à prisão.
Após ser detido, o médico foi levado à delegacia e encaminhado para uma unidade prisional, onde permanece à disposição da Justiça. O exame de corpo de delito também foi realizado.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam, inclusive para apurar a possível existência de outras vítimas. O g1 procurou a defesa do médico e aguarda retorno. A matéria será atualizada assim que houver retorno.
A clínica onde ele atuava também foi procurada e disse que ele foi afastado de forma preventiva - veja na íntegra abaixo.
"A IntegralMed informa que, ao tomar conhecimento da denúncia envolvendo profissional que atuava em suas dependências, realizou imediatamente o afastamento preventivo de todas as atividades assistenciais, medida adotada antes de qualquer divulgação pública e mantida até a completa apuração pelas autoridades competentes.
A IntegralMed reafirma seu compromisso com a segurança, a dignidade e o respeito aos pacientes, repudiando qualquer conduta que contrarie princípios éticos e legais.
Desde o primeiro momento, há colaboração integral com as autoridades responsáveis pela investigação, permanecendo a instituição à disposição para fornecimento das informações necessárias dentro dos limites legais aplicáveis.
Em respeito a qualquer pessoa que eventualmente se sinta impactada, orienta-se que relatos sejam encaminhados diretamente aos órgãos oficiais de apuração, a fim de garantir a adequada investigação dos fatos.
Por se tratar de investigação referente a conduta individual ainda em apuração, esclarece-se que, até o momento, não há indicação de relação com protocolos ou práticas institucionais. O profissional não realiza atendimentos na clínica desde a ciência da denúncia.
Em razão do dever legal de sigilo e para não interferir na investigação em curso, não é possível divulgar detalhes adicionais neste momento."
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