Justiça mantém condenação de homem que simulou o próprio sequestro e pediu R$ 800 de resgate à mãe em São Sebastião
16/09/2026
(Foto: Reprodução) 1º DP, delegacia de São Sebastião, SP
Reprodução/Street View
A Justiça de São Paulo manteve a condenação de um homem de 23 anos acusado de simular o próprio sequestro para extorquir dinheiro da mãe em São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo.
O julgamento ocorreu neste mês e teve decisão unânime dos desembargadores. Com a decisão, fica mantida a pena de 4 anos de reclusão em regime aberto e 10 dias-multa.
Segundo o processo, o caso aconteceu em outubro do ano passado, no Morro do Abrigo, em São Sebastião. Ele estava fora de casa havia cerca de uma semana quando a mãe começou a receber mensagens dizendo que o filho havia sido sequestrado e pedindo R$ 800 pelo resgate.
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A mulher procurou a polícia e informou o endereço indicado para a entrega do dinheiro. Uma equipe foi até o local e encontrou o filho dela com outros dois homens.
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De acordo com os policiais ouvidos no processo, não havia sinais de que ele estivesse sendo mantido em cativeiro ou sob ameaça. Os envolvidos teriam admitido aos agentes que haviam combinado a estratégia para conseguir dinheiro da mulher.
Diálogo entre o filho e a mulher, em São Sebastião, SP
Reprodução
Na delegacia, o réu admitiu que havia entrado em contato com a mãe usando o celular de outra pessoa e que havia pedido ajuda financeira. Ele disse que precisava do dinheiro para pagar uma dívida relacionada à compra de drogas, mas negou ter afirmado que estava sequestrado.
Durante o processo, porém, apresentou outra versão. Disse que era dependente químico e que havia sido coagido por pessoas que lhe forneciam drogas. Segundo ele, os homens teriam ameaçado matá-lo caso não conseguisse dinheiro para quitar a dívida.
O Tribunal considerou a versão contraditória e, para os desembargadores, o fato de ele ter sido encontrado no imóvel junto aos outros envolvidos, em uma situação descrita pelos policiais como tranquila, além das mensagens enviadas à mãe, confirmou a participação dele na extorsão.
A decisão também considerou que as mensagens indicavam que a mãe deveria ir sozinha ao local para entregar o dinheiro, sob ameaça de que o filho seria morto caso ela não obedecesse. Para o magistrado, isso caracterizou a grave ameaça necessária para configurar o crime de extorsão.
A defesa também pediu a redução da pena e a retirada da multa, alegando, entre outros pontos, a situação financeira do réu, mas os pedidos foram rejeitados.
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