Crime da Berrini: defesa pede redução de 105 dias por estudo na pena de viúva presa em Tremembé
23/01/2026
(Foto: Reprodução) Imagem de arquivo - Luiz Eduardo de Almeida Barreto e a mulher Eliana Freitas Areco Barreto
Reprodução/Arquivo pessoal
A defesa de Eliana Freitas Areco Barreto, condenada no caso conhecido como "Crime da Berrini", entrou com um pedido na Justiça para reduzir em 105 dias a pena que ela cumpre em Tremembé, no interior de São Paulo.
De acordo com o pedido, Eliana possui autorização judicial para estudar fora da unidade prisional e está atualmente no terceiro semestre do curso de enfermagem.
A defesa afirma que Eliana concluiu o primeiro e o segundo semestre da graduação em Enfermagem em 2025, além de ter cumprido atividades complementares vinculadas ao curso.
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No documento, a defesa destaca que a legislação garante a redução de um dia de pena a cada 12 horas de frequência escolar, considerando cursos de nível superior, desde que as atividades sejam devidamente certificadas.
Segundo a defesa, foram comprovadas 480 horas de aulas regulares cursadas nos dois primeiros semestres de 2025 e outras 780 horas de atividades complementares no mesmo período.
Além da grade curricular da faculdade, a defesa anexou certificados de atividades complementares, como, por exemplo, prática e produção de textos, semântica, saúde coletiva, formação integral em saúde, bioética e biossegurança, entre outros.
A defesa também argumenta que a condenada apresenta bom comportamento carcerário, o que, segundo o pedido, atende aos requisitos necessários para a concessão do benefício.
Com base nesses dados, as advogadas sustentam que Eliana tem direito à remição total de 105 dias de pena pelos estudos realizados. O pedido agora será analisado pela Justiça, que decidirá se concede ou não a redução solicitada.
A defesa de Eliana Barreto preferiu não se manifestar sobre o assunto.
Imagem de arquivo - P1 Feminina em Tremembé
Laurene Santos/TV Vanguarda
Condenação
Inicialmente, a professora Eliana foi condenada a 24 anos de prisão, por homicídio doloso triplamente qualificado: pagar pelo crime, motivo torpe e dissimulação. Além disso, foi considerado o agravante do crime ter sido cometido contra o marido. O julgamento aconteceu em dezembro de 2020.
Em 2022, porém, a Justiça acatou um pedido da defesa da professora e reduziu a pena para 21 anos, 4 meses e 15 dias de prisão.
Imagem de arquivo - Corpo de homem assassinado ao voltar do almoço na região da Avenida Luís Carlos Berrini
Glauco Araújo/g1
O crime
O Ministério Público (MP) acusou Eliana e o amante dela, o inspetor de segurança Marcos Fábio Zeitunsian, de contratarem o pistoleiro Eliezer Aragão da Silva por R$ 5 mil para simular um assalto e matar Luiz Eduardo.
A vítima foi morta a tiros na tarde do dia 1º de junho de 2015, quando voltava do almoço com um colega de trabalho, na rua James Watt, uma travessa da Avenida Luis Carlos Berrini, no Brooklin, área nobre da Zona Sul. O caso ficou conhecido como "crime da Berrini" numa referência à avenida.
De acordo com a Promotoria, o casal de amantes Eliana e Marcos decidiu mandar matar Luiz Eduardo porque a mulher queria se separar do empresário. Os dois planejavam se casar, morar juntos e ficar com o dinheiro da herança da vítima para abrir um negócio para o inspetor, segundo a acusação.
A professora e o empresário moravam em Aparecida, no Vale do Paraíba, mas ele trabalhava na capital. O casal teve dois filhos. Após o crime, a vítima foi enterrada em Guaratinguetá.
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