'Acredito que ele saiu de lá vivo', diz delegada que investigou caso Marco Aurélio em 1985

  • 22/07/2021

Escoteiro desapareceu há 36 anos depois de uma trilha no Pico dos Marins, em Piquete (a 200 quilômetros da capital). À época, Sandra Vergal era a delegada responsável pelo caso. VÍDEO: Investigação sobre desaparecimento de adolescente em 1985 em SP é retomada Responsável pela investigação do caso Marco Aurélio na época do sumiço do escoteiro, a delegada Sandra Vergal afirma que descarta qualquer possibilidade de que ele tenha sido morto e que confia que ele saiu do Pico dos Marins com vida. “A gente apurou todas as pistas e circunstâncias e eu acredito que ele saiu de lá vivo”, afirma Sandra Vergal. As investigações do caso foram reabertas neste mês após 36 anos do sumiço. Marco Aurélio desapareceu em 1985 depois de uma trilha no Pico dos Marins, em Piquete (a 200 quilômetros da capital). Caso Marco Aurélio: o que a polícia sabe desde a reabertura da investigação Sandra Vergal afirmou que à época trabalhava com duas versões: a de que ele tivesse se perdido no local e que tivesse sido vítima de homicídio. Foram 28 dias de buscas pelo adolescente no local com equipes de vários locais, helicópteros, mas encerrada sem sucesso. Sandra conta que por causa da repercussão nacional, recebia dezenas de mensagens com pistas que levavam a polícia a direções vazias. “Eram relatos dele sendo visto em cidades do interior do estado, no sul do país. E até pessoas que afirmavam que tinham o visto ser abduzido ou levado por uma tribo. Era uma época diferente. Como delegada, esgotei as possibilidades com tudo que tinha ao meu alcance”, comenta. Escoteiro Marco Aurélio Simon desapareceu aos 15 anos em 1985 no Pico dos Marins em Piquete (SP) Arquivo pessoal Após 36 anos, Polícia Civil desarquiva investigação sobre desaparecimento de adolescente no Pico dos Marins Autor de trilogia sobre escoteiro desaparecido diz acreditar em hipótese de que Marco Aurélio esteja vivo 'É uma tortura mental que se arrasta há 36 anos', diz pai de escoteiro desaparecido Caso Marco Aurélio: Veja perguntas e respostas sobre sumiço do escoteiro que volta a ser investigado, 36 anos depois A delegada esclarece que a única pista consistente do caso em cinco anos de investigação foi o depoimento de um motorista de ônibus. José Benedito da Silva fazia a linha entre Campos do Jordão e Piquete e prestou depoimento dizendo ter dado carona ao menino em seu ônibus. O motorista procurou a polícia dez meses depois do desaparecimento porque, segundo ele, tinha ficado com medo de ter aceitado dar carona a um adolescente desacompanhado. “Ele chegou a delegacia e o irmão gêmeo do escoteiro estava lá, antes de falar comigo ou dizer a que veio ele apontou para o adolescente e disse que tinha visto Marco Aurélio”, conta. Com base em seu depoimento, Sandra acredita que o menino saiu de lá com vida, foi a outra cidade e então se perdeu. Mesmo com sua imagem espalhada em todos os telejornais da época, o escoteiro nunca foi encontrado. “Nós esgotamos as nossas possibilidades de investigação. Reconstituímos o desaparecimento duas vezes. Fizemos acareações. Colhemos depoimentos inúmeras vezes e seguimos até mesmo as pistas que pareciam nos levar a lugar algum. Espero que agora tenham uma resposta”. A investigação hoje A versão defendida por Sandra é uma das linhas de investigação do caso reaberto neste mês. A polícia trabalha com a possibilidade de desaparecimento e de homicídio. Uma das suspeitas é de que ele tenha sido morto e enterrado na área do acampamento. A filha do dono do imóvel contou à polícia que teria visto uma cova no local onde hoje há uma casa, e que acredita que o adolescente tenha sido enterrado no local. Elas foi ouvida pela polícia nesta semana em Minas Gerais, onde hoje mora. Família fez imagem de como Marco Aurélio estaria hoje; hipótese é de que ele viva como andarilho Arquivo Pessoal A segunda hipótese é de que ele tenha saído de lá com vida e hoje esteja em situação de rua. Há depoimentos de que ele foi visto em Taubaté em mendicância. A família encomendou de peritos uma imagem envelhecida do escoteiro, com características de morador de rua e usa para tentar encontra-lo. Para esta linha de investigação, a polícia acionou as penitenciárias da cidade, equipes da Polícia Civil e Militar. O próximo passo da investigação vai ser uma nova busca na região do Pico dos Marins, mas agora com equipamentos de tecnologia atual. Os investigadores vão usar georadar, um aparelho faz sondagens e investigações em baixas profundidades. Ou seja, com o equipamento, a polícia vai conseguir identificar se há algo além de terra a alguns metros de profundidade. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2021/07/22/acredito-que-ele-saiu-de-la-vivo-diz-delegada-que-investigou-caso-marco-aurelio-em-1985.ghtml


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